ETF de bitcoin no Brasil
Compra-se pelo home broker, como uma ação. Na B3 há ETFs de bitcoin puro, como BITH11 e QBTC11, e de cesta de criptoativos, como HASH11. A taxa de administração fica em torno de 0,7% ao ano nos de bitcoin, e o ganho na venda é tributado em 15%, sem nenhuma faixa de isenção.
O que existe na B3
Um ETF é um fundo negociado em bolsa: você compra cotas pelo home broker e o fundo mantém a exposição ao ativo. Os principais na bolsa brasileira são BITH11 e QBTC11, focados em bitcoin, e HASH11, que segue uma cesta de criptoativos. Há também ETFs de ether, como ETHE11, e BDRs de ETFs estrangeiros.
A taxa de administração fica em torno de 0,7% ao ano nos de bitcoin. No HASH11 a taxa total, somando o fundo no exterior em que ele investe, chega a 1,3% ao ano. Confira a lâmina atualizada antes de comprar: taxa e composição mudam.
Vale saber que boa parte desses fundos brasileiros investe em cotas de um fundo no exterior, em vez de comprar o ativo diretamente. É uma estrutura comum na B3 e adiciona uma camada entre você e o bitcoin.
O imposto é a parte que mais surpreende
Aqui está a diferença que muita gente descobre tarde: ETF não tem faixa de isenção. Em ações, vendas de até R$ 20 mil por mês são isentas; em cripto comprado direto em corretora brasileira, a isenção é de R$ 35 mil por mês. Em ETF de cripto, qualquer lucro é tributado, mesmo que você tenha vendido cem reais.
A alíquota é 15% sobre o ganho em operação normal e 20% em day trade, apurada e paga por você via DARF até o último dia útil do mês seguinte. Há retenção na fonte de 0,005% na venda, que pode ser abatida. Prejuízos podem ser compensados com lucros da mesma classe, no mesmo mês ou nos seguintes.
Na declaração anual, a posição vai em Bens e Direitos, no grupo de fundos, com CNPJ do administrador, quantidade de cotas e custo de aquisição.
Quando o ETF faz sentido
Faz sentido para quem quer exposição dentro da corretora que já usa, sem lidar com carteira, chave e senha; para quem investe por pessoa jurídica ou estrutura em que cripto direto dá trabalho; e para quem valoriza ter tudo no mesmo informe de rendimentos.
Faz menos sentido para quem aporta valores pequenos e vende pouco — nesse caso a isenção de R$ 35 mil no cripto direto costuma valer mais que a comodidade — e para quem quer poder retirar a moeda para custódia própria, o que num ETF é impossível.
Perguntas frequentes
Comprando ETF eu tenho bitcoin?
Não. Você tem cotas de um fundo que mantém a exposição. Não há como saldar para uma carteira sua, e você não pode usar o ativo on-chain.
Qual a taxa dos ETFs de bitcoin na B3?
Nos ETFs de bitcoin puro, em torno de 0,7% ao ano. No HASH11, de cesta, a taxa total incluindo o fundo alvo chega a 1,3% ao ano. É custo recorrente, cobrado independentemente de o preço subir.
ETF de cripto tem isenção de imposto?
Não. Diferente de ações, não existe faixa isenta: todo lucro na venda de cotas é tributado, a 15% em operação normal e 20% em day trade.
ETF de bitcoin opera no fim de semana?
Não. Segue o pregão da B3, em dias úteis. O mercado de bitcoin funciona 24 horas, então movimentos de sábado e domingo só aparecem no preço da cota na abertura seguinte.
Para ir mais fundo
Fontes
- B3, guia de declaração de ETFs de cripto: 15% em operação normal, 20% em day trade, sem isenção
- Hashdex: taxa do HASH11 de 0,3% ao ano no fundo local, até 1,3% somando o fundo alvo; BITH11 a 0,7%
- Instrução CVM 359/02 para fundos de índice