🤨 Vitalik Está Preocupado Com a Segurança da Ethereum
Um novo primitivo pode permitir validadores usarem seu capital para assegurarem outras redes - e o criador da Ethereum está preocupado com isso.
🤨 Vitalik Está Preocupado Com a Segurança da Ethereum
Conceitualmente, a Eigen Layer usará a segurança da Ethereum para assegurar outras redes Proof of Stake, assim como oráculos. Assim, alavanca-se o capital para manter mais chains rodando. Mas a que preço? via Chain Debrief.
Re-staking é uma terminologia em alta, graças a Eigen Layer. A empresa levantou milhões de dólares para criar um sistema que permita usar os U$34B em stake nos validadores da Ethereum em outras redes proof of stake. A nova abordagem, aumenta o “custo de corrupção” - o valor necessário para atacar uma rede - sem precisar atrair mais capital para os validadores.
Com esta tecnologia, é possível prover mais segurança a oráculos e blockchains e pagar recompensas maiores aos validadores e stakers. Contudo, traz o risco de afetar o consenso da Ethereum.
Numa publicação recente, Vitalik expressou sua preocupação com a chegada do re-staking.
Segundo ele, quando os validadores usam o capital em stake na Ethereum para manter a segurança de outras redes, o colocam sujeito as regras daquele protocolo. Caso as normas não sejam respeitadas, podem sofrer punições - slashing - e perder o dinheiro responsável por assegurar múltiplas redes - inclusive a Ethereum.
O uso de ETH para alavancar-se na validação de múltiplas redes bota em risco a segurança da Ethereum. Se validadores da blockchain podem perder ETH em stake por um mau comportamento em outras chains, isso cria vetores de risco nocivos à rede.
Em resposta aos apontamentos, o co-fundador da Eigen Layer afirmou que a empresa não criará produtos que “podem fugir do seu controle”. Sua ideia é apenas permitir que validadores da Ethereum ofereçam seus serviços em redes com cenários de baixo risco.
Projetos com arquiteturas diferentes, como a Cosmos/Osmosis e suas blockchains IBC, também aprovaram recentemente o uso de uma técnica semelhante ao re-staking, chamada Mesh Security.
Provavelmente veremos esta demanda por alavancagem de capital para segurança de redes aumentar em 2023, o que pode proporcionar boas fontes de yield, tokens novos, mas também um risco adicional a segurança de sistemas proof of stake.
📈 Os Colecionadores Foram Às Compras
Um panorama da variação semanal das maiores coleções da ArtBlocks. via Dalos
No fim de semana, a Sotheby’s leiloou de algumas obras da Three Arrows Capital, antigo fundo que faliu em 2022. Dentre elas, estavam 4 Fidenzas: a mais cara foi vendida por U$1M - 5x mais que o floor price da coleção.
Curiosidade: as Fidenzas leiloados são considerados os mais raros da coleção, com “A Tulipa” e o “Modo Deus” os com maior valor histórico, estético e de mercado (preço).
A alta demanda pelos NFTs, reacendeu o interesse do mercado por arte generativa, pumpando algumas coleções do setor, como Chromie Squiggle, Friendship Bracelets, Sell-o-bots, entre outras. Houve projetos com ~100% de apreciação no preço após o leilão.
Devido à baixa liquidez deste nicho, qualquer venda pode acarretar numa subida súbita do floor price, aumentando consideravelmente o preço da coleção no mercado secundário. Há muitos projetos da ArtBlocks com menos de 1% listados, denotando pouco interesse dos holders em abdicar das suas obras.
Ainda dá tempo de surfar na valorização?
A alta demanda durante e após a venda dos Fidenzas da Sotheby’s pode indicar um retorno do interesse dos colecionadores neste mercado.
O volume e nº de negociações ainda é baixo, mas especular em projetos renomados (vide tabela acima), aqueles da ArtBlocks Playground, Factory ou da gmDAO pode ser uma forma de expor-se a este mercado. Ótimos perfis para acompanhar o “sentimento” deste nicho são artblockinvestor.eth, Dalos e DC Investor.
🚨 Bridge Para de Funcionar Após Rumores de Prisão de Devs.
Cerca de 35% do TVL da Fantom reside na Multi Chain, bridge que ficou fora do ar por suposta pressão regulatória de autoridades chinesas. Segundo a Fantom, a situação foi normalizada.
Multichain, a 15ª maior bridge do criptomercado em volume, pode estar em risco.
Com U$1.52B em seus contratos, está sofrendo pressão regulatória de autoridades chinesas e há rumores que membros do seu time possam estar presos.
Usuários relatam que estão com transações “presas” há mais de 24 horas, mas a empresa diz que ressarcirá todos os afetados neste período de instabilidade.
A dependência de bridges causa um risco sistêmico a blockchains. Um pesquisador da Thanefield Capital apontou que a Fantom é a rede com maior dependência da Multichain, com 35% de seu Valor Total Custodiado armazenado nos contratos da bridge.
Após a notícia, a Fantom Foundation correu para remover LPs de MULTI/ETH, mas sua exposição ao protocolo continuou a mesma. Segundo suas redes oficiais, a bridge para Fantom voltou a funcionar.
🏠 Que Tal Morar Numa Cidade Descentralizada?
A Cabin City tem 20 bairros espalhados pelo mundo, interconectados por um único passaporte, tokenomics e governança on-chain. É uma comunidade descentralizada conquistando sua territorialidade.
Transformando-se após um novo rebranding, a CabinDAO apresentou esta semana a Cabin City, seu modelo de cidade descentralizada. Com casas espalhadas ao redor do mundo, seus membros tornam-se “cidadãos” e ganham passaportes, direitos e até deveres para conviver com outros participantes da comunidade.
A tomada de decisão para modificações em cada bairro é feita on-chain, com os tokens CABIN, emitidos pela DAO. Cada pessoas que participa da Cabin City, tem uma “identidade” ali dentro, chamada de Cabin Consensus. Quanto mais contribuições executar para a comunidade e/ou outras pessoas inseridas nela, maior sua reputação na DAO e maior será sua voz na organização.
Para tornar-se um cidadão da Cabin City, é preciso pagar 0.2 ETH/ano ou holdar 1K CABIN.
O projeto visa criar uma “cidade em rede”, conceito apresentado por Balaji Srinivasan e replicado em Montenegro - Zuzalu -, Prospera, Satoshi Island, entre outras. Se você quiser aprofundar na categorização de cada uma delas, clique aqui.
💀 Ataque na Governança da Tornado Cash
Assim como outras governanças on-chain, é incompreensível para a maioria das pessoas o que de fato acontece quando uma proposta é executada/aprovada: facilitando o ataque de atores maliciosos.
Tornado Cash é uma organização descentralizada responsável pelo criado protocolo para anonimizar transações on-chain. Tomou os noticiários após a prisão de Alex Pertsev, um dos desenvolvedores responsáveis pelo projeto, causada pela pressão regulatória dos EUA.
Na semana passada, a DAO sofreu um ataque um tanto quanto diferente. Um hacker submeteu uma proposta legítima, mas com uma funcionalidade que o permitia substituir a lógica dentro dela após sua aprovação. Quando sua proposta foi aprovada, incluiu o código malicioso, permitindo-o drenar U$1M em TORN. O hacker poderia ir além, como roubar todo o tesouro da Tornado Cash, uma vez que sua liberação também é realizada via governança on-chain.
Mas, num plot-twist digno de filmes, o hacker apresentou uma nova proposta para abrir mão do controle da governança da Tornado Cash e retorná-lo para os membros da organização. A votação acaba sábado e não há nenhuma garantia que ela será executada.
O ataque remonta o hack sofrido pela Beanstalk, um protocolo DeFi, que teve U$182M roubados graças a uma vulnerabilidade na sua governança.
Governanças on-chain diminuem a centralização de DAOs e a dependência de intermediários, mas aumentam importância de mecanismos de proteção para casos como esse.
Notícias Para Ficar de 👀
🧸 Pudgy Penguins lança brinquedos figitals e fatura U$500K.
🤝 Em resposta a pressão da comunidade, Ledger planeja tornar suas carteiras open-source.
🏎️ Mercedes cria coleção com Harm Van den Dorpel.
💰 Novo CEO da FTX continua trabalhando no relançamento da corretora e credores discutem - e até ajudam - a estruturar a sua reabertura.
🙏 Lukso, L1 desenvolvida pelo criador do ERC-20, é implementada na mainnet.