Paradigma

💸 Que tal ganhar uma grana com seus NFTs que tão parados?

Unindo DeFi e NFTs, a Sudoswap forneceu ao cripto-mercado as ferramentas para construir uma nova narrativa.

🆕 Novidades na Plataforma

🖼 Panorama de NFTs da Semana

🧐 O "Flippening" que ninguém te contou.

🥸 A Pseudo-Descentralização das DAOs

🏆 Como seu time pode ser comprado por uma Cripto-Organização

Notícias da Semana:

💸 Temporada de pools de NFTs na Sudoswap

⚖️ Desenvolvedor da Tornado Cash é preso

🤫 Censura de validadores por pressão regulatória: um risco para neutralidade da rede?

🤔 Velodrome perde U$350K por roubo de membro da equipe

🖨️ Acala imprime “sem querer” U$1.2B de sua stablecoin e seu valor cai a U$0.

📸 Do Kwon dá entrevista após colapsto da LUNA.

🗞️ Zhu Su e Kyle Davies foram capa da New York Magazine desta semana.

↩️ Sushiswap discute reestruturação de sua DAO

💰 Frax Finance quer entrar na disputa no setor de derivativos de ETH em stake.

⚔️ USDC envelopado e racha na governança da Maker DAO.

🤝 Fractional capta U$20M numa rodada de investimento liderada pela Paradigm e muda de nome para Tessera

👑 gmoney lança marca de roupas de luxo, a 9dcc

🎭 Plataforma de curadoria de poesias on-chain ganha Space na SuperRare.

🔥 Tendências

 

via bHeau

💸 Temporada de pools de NFTs na Sudoswap. A liquidez para negociação de NFTs é o maior calcanhar de Aquiles deste mercado e a Sudoswap soube como aproveitar esta demanda. Desenvolveu uma AMM para negociação de tokens não fungíveis e permite provedores de liquidez receber recompensas por prover liquidez as suas pools. Resultado?

Só no mês de agosto foram negociados U$16.8M, ~88% do volume total transacionado no protocolo. via 0xRob no Dune Analytics.

Os incentivos pagos aos liquidity providers são advindos da receita captada nos NFTs transacionados no protocolo: 0.5% das taxas cobradas nas negociações são direcionadas aos provedores de liquidez.

Com o hype sobre a plataforma, muitas coleções começaram a ser vendidas exclusivamente no marketplace, aproveitando-se da narrativa.

Coleções aproveitaram do alto volume na exchange para lançarem seus projetos meméticos somente na Sudoswap.

Apesar do sucesso, a exchange descentralizada de NFTs gerou polêmica entre artistas. Os royalties setados pelos criadores dos tokens não são cobrados quando negociados na Sudoswap, permitindo traders venderem seus NFTs sem a % referente aos criadores.

Estaria o protocolo maculando o faturamento de artistas?

Um debate sobre a cobraça de royalties iniciou-se no cripto-twitter. Acima, teses de punk6529 e dingaling. Fonte: Twitter. 

Não há um consenso. Muitos argumentam que os royalties devem ser socialmente aceitos e não cobrados compulsoriamente. No entanto, há também aqueles que defendem a proteção dos criadores e o respeito aos lucros dos criadores setados nos contratos dos NFTs.

⚖️ Implicações do caso Tornado Cash continuam

Na semana passada, 44 endereços do mixer Tornado Cash foram inclusos na lista negra do Tesouro Americano. Várias repercussões desenrolaram após a ação, com bloqueios arbitrários de protocolos como Uniswap, dYdX, Aave entre outros.

A ação não fora uma ação reativa dos dapps, mas consequência do uso de um software da TRM Labs que mantém uma lista de endereços “não compatíveis com os requisitos dos reguladores”. Neste caso, toda e qualquer carteira que interagiu com o Tornado Cash estava sendo barrada, inclusive aquelas que interagiram com o mixer antes da sanção dos EUA.

Seguindo o posicionamento do Tesouro Americano, autoridades holandesas prenderam o desenvolvedor do Tornado Alex Pertsev, sob o argumento de criá-lo para facilitar a lavagem de dinheiro através do protocolo. O think thank de crypto-legal, DeFi Education Fund, recebeu um e-mail dos responsáveis pela ação, informando que a prisão não tem teve relação com as sanções do Tesouro Americano. Será mesmo?

Hasu é líder estratégico na Flash Bots. via banteg

As punições chegaram até a ameaçar a neutralidade da Ethereum. Muitos dos validadores PoS da chain utilizam uma ferramenta desenvolvida pela Flash Bots, a MEV-boost. Ela ajuda aos nós da rede a construir blocos de maneira mais eficiente, aumentando a rentabilidade na atividade.

O problema reside na Flashbots ser obrigada a respeitar as sanções dos EUA. Ao fazer isso, censurará a criação de blocos contendo endereços inseridos na lista negra do Tesouro Americano. Ciente do risco de centralização, a empresa liberou seu código de seu relay, uma parte fundamental de seu software, referente a comunicação entre os validadores e os bots. 

🏴‍☠️ Hacks

🤔 Velodrome, exchange descentralizada na Optimism, viu U$350K sumirem de sua wallet para pagamento dos membros do protocolo. Em poucas horas, descobriu-se que o responsável pelo roubo fora Gabagool, um de seus membros. O cripto-influencer era 1 dos 5 membros de posse da chave privada da carteira da DAO e assumiu o crime, justificando sua ação por perder muito dinheiro na queda de 2022.

Após o bug nos contratos da aUSD, o token foi a $0, mas a queima dos U$1.2B parece estar atuando para a stablecoin retomar a paridade com o dólar. Fonte: Coingecko.

🖨️ Acala, parachain da Polkadot responsável pela emissão da stablecoin aUSD, imprimiu “sem querer” U$1.2B do cripto-dólar devido a um problema na distribuição de recompensa aos provedores de liquidez. A inflação repentina da aUSD fez seu preço cair a $0. No entanto, a rápida atuação dos desenvolvedores permitiu conter 99% dos tokens emitidos, na rede. 

Foi aprovada em sua governança medidas para queimar os aUSDs, visando ajudar a stablecoin retomar sua paridade com o dólar. Somente U$1.6M foram efetivamente roubados da blockchain.

🎙️ Reportagens da Semana

Fonte: Coinage

📸 Do Kwon finalmente deu as caras. Num podcast realizado pela Coinage, Zack Guzman entrevistou-o sobre o colapso da LUNA. O fundador da Terra Labs assumiu a responsabilidade dos problemas da Terra, mas negou as acusações de seu modelo ser um esquema ponzi.

Segundo ele, as autoridades da Coreia do Sul não entrarem em contato com ele ou o processaram, mas ele ainda não tem planos de viajar para lá e pretende ainda ficar em Singapura - o país não tem acordo de extradição com a Coreia do Sul 😉 -.

Críticas foram levantadas pela comunidade, apontando que sua realização serviu como meio de “limpar” a imagem de Do Kwon e não esclarecer os fatos ocorridos.

Fonte: New York Magazine

🗞️ Zhu Su e Kyle Davies foram capa da New Yorker desta semana. A reportagem conta a história completa dos fundadores do hedge fund Three Arrows Capital, propulsor da série de liquidações e responsáveis por um débito com cripto-bancos de U$2.6B.

Formados em matemática e com experiência no mercado de finanças tradicional, fundaram a 3AC com U$1M de dinheiro próprio e emprestado dos pais. Compreendendo o pumpomics dos tokens de pouca liquidez e protocolos DeFi, construíram sua reputação na cripto-comunidade, permitindo-os emprestar bilhões de instituições, projetos e até de seus próprios funcionários. Confira a história completa.

🔍 Boletim de Governança

↩️ Em mais uma tentativa, Sushiswap discute reestruturação de sua DAO. A exchange descentralizada está com problemas na coordenação interna da organização. Desde o começo do ano tem discordância no gerenciamento da DEX. Mesmo com a troca completa do time full time em maio, continua evidenciando a dificuldade em coordenar pessoas. 

A última proposta discutida é ousada. Intitulada “Sushi Meiji Restoration”, propõe fazer uma DAO bi-cameral, mesclando votação quadrática e veNomics.

A votação quadrática seria utilizada na organização responsável por gerir suas operações, impondo uma barreira adicional para baleias não dominarem as decisões da DAO. O modelo é usado em organizações como a Moloch DAO.

Enquanto isso, a veNomics, estratégia semelhante a implementada na Curve, criaria o oSushi, permitindo holders de SUSHI lockarem seus tokens para aumentarem suas recompensas e votarem para quais pools serão direcionados os incentivos distribuídos entre os provedores de liquidez.

Ainda não uma votação aberta para a implementação da proposta, mas a comunidade está apoiando o novo modelo. Outras organizações, como a Lido DAO, discutem também implementar um modelo bi-cameral, visando compor ambientes separados para evitar plutocracias.

Fonte: Frax Finance

💰 Frax Finance quer entrar na disputa no setor de derivativos de ETH em stake. A emissora da 5ª maior stablecoin do mercado está expandindo suas operações, para encontrar outras fontes de receita para sua organização. Sua intenção é começar com validadores operados pelo próprio time, mas gradualmente descentralizar essa tarefa, permitindo qualquer um ser um validador da Frax depositando colateral no Fraxlend, seu protocolo de empréstimo.

Experiente na criação de derivativos de tokens, chamará o ETH em stake em seus validadores de frxETH. A ideia é unir o token a outras pools já existentes na Curve e usar da sua influência na DAO para direcionar recompensas para elas, aumentando a liquidez da negociação do derivativo e tornando-o mais eficiente que o derivativo emitido pela Lido DAO.

~4.15M de ETH - U$7.4B - estão depositados nos validadores da Lido. Fonte: Dune Analytics.

Atualmente a Lido corresponde a 31% do Ether depositado na Beacon Chain. Mesmo com a chegada do Merge, previsto para 15 de setembro, os saques do ETH em stake serão liberados somente após meses e graduais.

⚔️ USDC envelopado e racha na governança da Maker DAO. Os membros do protocolo emissor da stablecoin descentralizada DAI está com problemas semelhantes ao da Sushiswap: divergência no gerenciamento da organização. Aqui o problema reside na dicotomia entre 2 ideologias na DAO:

A divergência ideológica na organização não é uma questão pontual. Em 2019, brigas internas sobre temas semelhantes fizeram muitos de seus membros saírem do projeto, devido à discordância sobre a escolha de centralizá-lo com a adoção de colaterais centralizados. 

A discussão sobre a USDC é antiga. Saiba mais sobre a divisão política na Maker DAO, clicando aqui.

🎨 Novidades da NFTlândia

🤝 Fractional capta U$20M numa rodada de investimento liderada pela Paradigm e muda de nome para Tessera. andy, fundador da plataforma focada em fracionalização de NFTs, disse que esta mudança serve para desvincular-se do viés financeiro do nome original dado ao protocolo. O aporte no protocolo também tem vários investidores anjos conhecidos, como DCinvestor, eGirl Capital, Uniswap Labs Ventures, dhof e pplpleasr.

🚀 Pudgy Penguins e a retomada do status de blue chip. A coleção mostra que a inserção de um bom time por trás dos JPEGs pode mudar a história de um projeto. Alguns holders foram selecionados para ter seus penguins transformados em brinquedos de verdade e receberam um airdrop de um token soulbound, garantindo que eles são os detentores dos direitos de propriedade intelectual do NFT. 

A coleção também lançou um marketplace exclusivo para os detentores dos PFPs, com menores taxas nas negociações dos tokens. Atualmente o floor price dos Pudgy Penguins reside em 2.3 ETH.

Foto de Justin Aversano tirada para promover a marca de luxo de gmoney. Fonte: Vogue.

👑 gmoney lança marca de roupas de luxo, a 9dcc. gmoney é um builder que construiu sua reputação na comunidade cripto e tem obtido sucesso em construir narrativas e investir em projetos inicialmente. O Admit One, um passe para fazer parte de sua comunidade exclusiva, foi airdropado a membros engajados de sua comunidade detentores de POAPs - certificados de participação - que representavam a participação em seus podcasts. Estão sendo negociados hoje por 9.2 ETH.

As roupas da marca de luxo idealizada por gmoney serão destinadas somente para os holders do Admit One. Eles terão uma janela para mintar um passe para comprar as camisetas NFT e deverão escolher o tamanho no momento de aquisição do token.

Como menciona a Vogue em seu artigo sobre a coleção: “deverão os compradores comprar uma camiseta que lhes sirva, com um design do seu gosto ou a versão mais rara, para vendê-la no secundário?”. Ainda não há preço para mint da camisetas NFT, mas gmoney já conseguiu criar mais uma narrativa sobre sua nova empreitada.

🎭 Plataforma de curadoria de poesias on-chain ganha Space na SuperRare. A subjetividade da arte faz com que sua valoração seja algo dificil, mesmo para colecionadores ou letrados nesta seara. Para auxiliar a selecionar obras pioneiras em técnicas, ideias ou até tecnologias usadas para criá-la, há curadores que as analisam para encontrar aquelas com maior diferencial.

A ArtBlocks construiu sua reputação, vendendo artes generativas on-chain reconhecidas mundialmente, como Chromie Squiggle, Fidenza e Ringers.

A theVERSEverse realiza o mesmo trabalho, mas com poesias. Autores submetem suas criações aos curadores da plataforma e as aprovadas, são comercializadas em seu site. Após a aprovação pelos membros da SuperRare DAO, conseguiu lançar um Spaces para vender as poesias NFTs no marketplace de arte, dando maior exposição a este nicho artistico.

Poetas reconhecidos no meio tradicional estão mintando suas obras através da theVERSEverse. Você pode conhecer mais sobre este movimento, clicando aqui.

Este artigo veio da assinatura Paradigma Pro

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