🏗️ O start das Imobiliárias Descentralizadas
Talvez comprar uma casa com moedas mágicas da internet de uma DAO não seja tão futurista quanto parece.
A Quinto Andar, uma startup focada em locação de imóveis, prometia destronar as imobiliárias tradicionais com seu modelo web2 e tornando-se a intermediária da negociação.
Mas e se a web3 revolucionar esse modelo, inserindo DAOs para negociar imóveis e cidades descentralizadas serem erigidas ao redor do mundo? Esta é a ideia da Cabin DAO.
Essa novidade é acompanhada de outras notícias quentes da semana, como a polêmica da Ava Labs, a prisão da Cryptoqueen e as novas narrativas em nos mercados de DeFi e NFTs.
🆕 Novidades na Plataforma
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📑 A Influência da Liquidez de Dólares no Preço do Bitcoin
🐸 Pepe Promissor do XCOPY?
🏗️ O start das Imobiliárias Descentralizadas
🤝 O que acha de comprar uma casa com seus amigos com cripto e a intermediária ser uma DAO?
Parece utópico, mas essa é a ideia da CabinDAO. A organização tem o objetivo de criar cidades descentralizadas, povoada por artistas e empreendedores em comunidades espalhadas ao redor do mundo, para fomentar o desenvolvimento de cada um deles.
Assim, seus cidadãos geram receita para a DAO e mantém a subsistência da organização. Este método é interessante, mas a Cabin viu a necessidade de encontrar outros meios para captar receita. Já que entende de comprar imóveis, nada melhor que ser uma imobiliária descentralizada para cripto-nativos.
A ideia é simples: pessoas depositam suas criptos num contrato inteligente e contam com a ajuda da CabinDAO para avaliar imóveis em potencial, realizar inspeções e até criar uma entidade legal para representá-los nos contratos (jurídicos).
Além disso, a CabinDAO também une todos os seus clientes, criando uma comunidade de pessoas que compartilham suas experiências de compra de imóveis com a DAO.
O custo? 5% do valor da compra vai para o tesouro da organização.
Se você quer comprar uma fazenda no Colorado, vila na Espanha ou até uma mansão em Miami, entre em contato com a CabinDAO: quem sabe não compra seu 1º imóvel com ETH?
🧑⚖️ Avalanche é acusada de mover processos para atrasar concorrentes
Roche Freedman era o responsável pelos processos “escusos” da Ava Labs, desenvolvedora da Avalanche, segundo o Crypto Leaks.
Vai um processinho ai? A Avalanche viu-se em maus lençóis com a revelação realizada pelo Crypto Leaks. Indícios apontam que a Ava Labs, responsável pelo desenvolvimento da blockchain, contratou um escritório especialmente para processar suas concorrentes. Roche Freedman, fundador do escritório, liderava os lítigios e recebeu 1% de todo o supply da AVAX e equity da Ava Labs: um pagamento estimado em centenas de milhões de dólares.
Vídeos vazados revelam que Roche utilizava meandros do sistema jurídico americano para atacar empresas como Solana, Binance e ICP, acusando-as de prejudicar investidores e caracterizando-as como valores mobiliários. Mesmo custando milhões dólares manter os processos rodando, valia a pena para o escritório, porque atrapalhava o desenvolvimento das competidoras da Avalanche e valorizava suas bags.
O site ainda aponta o uso dos advogados pelo CEO da Ava Labs, Emin Gün Sirer, para atormentar suas inimizades, como Craig Wright, conhecido por autointitular-se Satoshi Nakamoto.
O mercado não respondeu bem à notícia: após a divulgação da notícia, AVAX caiu ~22% em 3 dias, recuperando parcialmente seu valor nesta semana.
Os envolvidos na denúncia negaram todas as acusações, afirmando ser uma conspiração financiada pela Dfinity, responsável pelo protocolo Internet Computer.
De fato, o site Crypto Leaks é financiado pela empresa e é uma das litigantes com Roche Freedman. No entanto, ninguém refutou os vídeos apresentados como provas ou negou o pagamento de centenas de milhões de dólares ao escritório.
O bear market é cheio de surpresas, não é mesmo?
🔥 Narrativas em voga
via Westie Capital
↩️ Aplicações criando autonomia frente as blockchains? O cripto-mercado adora uma boa narrativa e a ascensão de protocolos captando centenas de milhares de dólares diariamente, atraiu a atenção da comunidade.
Em contraposição a Fat Protocol Thesis, onde as blockchains eram figuras de destaque, cunhou-se o termo Fat App Thesis, dando proeminência as aplicações com uma receita constante, recebida através de taxas coletadas dos serviços oferecidos. Uniswap, GMX, Synthetix e Aave são alguns dapps na lista de líderes na captação de taxas.
Fonte: Cryptofees
Todos se diferenciam dos demais por conseguirem atrair um volume constante, orgânico e usuários dispostos a pagar taxas para usá-los, sem a necessidade de distribuir incentivos insustentáveis. Alguns deles, como a GMX, ainda repartem os lucros obtidos com seus usuários, retendo ainda mais sua comunidade. Você pode ler mais sobre a GMX, clicando aqui.
🏯 Narrativa do mercado de NFTs volta-se para desenhos orientais. Nesta semana a coleção DigiDaigaku surpreendeu a todos com um aporte de U$200M na Limit Break (sua desenvolvedora) líderado pela Paradigm. A notícia alçou os NFTs ofertados gratuitamente a 1 mês atrás ao floor price de 17 ETH.
Azuki (esq.), Renga (centro) e Cryptosimeji (dir.) foram coleções que seguiram a trend da DigiDaigaku.
Outras coleções baseadas na cultura oriental, como Azuki, Renga e CryptoSimeji também tiveram boa performance nesta semana, mas é importante ressaltar que vinham desenvolvendo seus projetos: a narrativa contribuiu para as atenções voltarem-se para os projetos.
🎨 Notícias na NFTlândia
🥸 Meta libera publicação de NFTs no Instagram e Facebook. Agora você já pode mostrar para sua família seus Bored Apes na rede social nativa deles. A novidade já havia chegado para criadores de conteúdo selecionados pela Meta, para testar a integração de suas mídias sociais com NFTs, agora abriu para o público.
A princípio, a funcionalidade será compatível com a Metamask e Trustwallet, aceitando NFTs da Polygon, Ethereum e Flow.
A recorrente compra de concorrentes e o monopólio das principais redes sociais, fez a Meta crescer sua base de usuários ano após ano. Fonte: Statista.
Para cripto-nativos a notícia pode não ser tão relevante, mas a Meta reúne mais de 3.6B de usuários em suas plataforma e uma apresentação amigável dos NFTs a usuários web2 pode trazer mais pessoas para este mercado.
Logo sua tia do zapzap vai querer comprar uma coleção de gatinhos, você vai ver.
📚 Right Click Save, em parceria com a Sotheby’s, abre bolsa de estudos para pesquisadores de arte NFT. Se você é estudante de Artes e quer trabalhar escrevendo sobre sua relação com a web3, a empresa está ofertando bolsas de estudo para redatores interessados em publicar suas pesquisas na plataforma.
Basta encaminhar seu melhor texto de até 3.000 palavras para [email protected] e aguardar a resposta dos editores da revista. Pode ser uma ótima oportunidade para entrar de cabeça na web3.
Exemplo de código para proibir a comercialização de NFTs em determinados marketplaces. via cygaar
⚔️ Batalha entre marketplaces e artistas continua. A ascensão da Sudoswap e a sua capacidade de permitir negociações de NFTs sem o pagamento de royalties aos criadores preocupou suas concorrentes e a X2Y2 já prontificou-se também a fazer o mesmo. Afinal de contas, ninguém quer perder seus clientes para as competidoras.
Porém, os criadores não deixarão de faturar sua porcentagem no mercado secundário sem lutar. Desenvolvedores conseguem inserir nos contratos dos NFTs quais marketplaces eles poderão ser vendidos, proibindo sua comercialização em plataformas anti-royalties. Nesta batalha por retenção de usuários e manutenção de receita, resta aguardarmos quem vencerá a guerra.
🔮 ArtBlocks expandindo seus horizontes. A plataforma de curadoria de arte on-chain é referência no mercado quando se trata de arte generativa: obras como Squiggles, Fidenza e Ringers são algumas das mintadas na ArtBlocks. A eficiência em prover uma ferramenta para artistas realizarem o upload de seus scripts e colecionadores mintarem NFTs construiu seu nome e, agora, a empresa pretende oferecer sua solução para outros mercados.
Com o Art Blocks Engine Flex, artistas poderão usar ativos off-chain, permitindo a inclusão de fotografias, vídeo, áudio e qualquer outro tipo de mídia para a gerção do NFT. Sua intenção é atrair players mais comerciais, como marcas, esportes, moda ou coleções de PFPs, para encontrar uma maneira adicional de captação de receita para a empresa. Não há nenhuma parceria confirmada, mas vale a pena ficar atento aos seus próximos passos.
🐱 co-fundador da Treasure DAO lança coleção com um curioso modelo de IP. Propriedade Intelectual é sempre um tabu nas coleções de NFT: ser cc0 ou restringir o uso da arte aos holders? Projetos conseguiram alcançar sucesso de ambas as formas: basta observar os Punks, BAYC, Nouns ou Clone X, por exemplo.
No entanto, John Patten aponta que muitos dos detentores dos NFTs possuem o IP de suas obras, mas não fazem ideia de como usá-las. É como dar um carro para alguém que não sabe (ou não quer) dirigir.
Buscando uma solução para isso, criou a Cats. A coleção tem 1.000 NFTs e seus holders possuem o direito de uso de imagem de suas PFPs. No entanto, podem optar por depositá-los num contrato da Cats DAO, que o retornará 21 Catcoins e 1 token soulbound.
Com isso, a propriedade intelectual do NFT torna-se da DAO, sendo administrada por todos os holders das Catcoins e criando um sistema colaborativo para monetizar a imagem dos gatinhos.
Os NFTs foram vendidos inicialmente na Sudoswap por 0.042 ETH no dia 26 de agosto e seu floor price já se encontra em 0.76 ETH.
web2 🤝 web3
💸 Cliente da Crypto.com recebe U$10M por engano e 7 meses depois a exchange percebe o erro. Uma mulher australiana usuária da corretora requereu um reembolso de U$100 em maio/21, mas acabou recebendo no lugar U$10M. Resolveu comprar uma mansão de luxo com o dinheiro e, até uma auditoria realizada no Natal do ano passado, a Crypto.com não fazia ideia do erro cometido. Contudo, a alegria da mulher chegou ao fim.
Imagem da mansão adquirida pela mulher que recebeu U$10M por engano. Fonte: Dailymail
A exchange entrou com uma ação para conseguir seu dinheiro de volta, apreendendo o saldo remanescente nas contas da mulher e de sua filha, vendendo a mansão e conseguindo U$1.35M de juros moratórios.
Por isso, gastar aquele dinheiro que recebemos por engano na conta, nunca é uma boa ideia.
👌 The Block decide tokenizar sua paywall e levar esse movimento mundo afora. O portal de notícias e pesquisas sobre o cripto-mercado entrou de cabeça no setor de mídias blockchains.
A empresa desenvolveu o Access Protocol, um framework que permitirá quaisquer plataformas ou criadores de conteúdo colocarem paywalls pagas com tokens. O protocolo emitirá os “Access Tokens”, vendendo-os aos leitores, que precisarão depositá-los nos sites para conseguir ter acesso aos conteúdos de cada um deles.
O desenvolvimento do Access Protocol está sendo financiado com grants da Solana Foundation e Starkware, o que pode indicar uma paywall tokenizada compatível com várias blockchains.
O grande diferencial da solução apresentada pela The Block é a interoperabilidade entre portais de notícias, permitindo-a ganhar dinheiro não só com sua paywall, mas também oferecendo sua ferramenta para suas concorrentes.
Ruja Ignatova numa de suas apresentações sobre a OneCoin, com milhares de pessoas. Fonte: BBC
👏 Líder de um dos maiores golpes da história do cripto-mercado é extraditada para os EUA. Você pode não conhecer, mas a OneCoin foi um conhecido ponzi em 2017, com uma comunidade de mais de 3 milhões de pessoas ao redor do mundo. Ruja Ignatova ou Cryptoqueen, era a líder do “movimento”.
A pirâmide consistia em vender “pacotes” de materiais educacionais, que variavam entre U$100 e U$225.000. Cada aquisição dava direito a tokens, as OneCoins. O único meio de trocá-las por moedas fiduciárias ou outras criptomoedas era através de um marketplace centralizado da OneCoin.
Quando a coisa começou a ficar feia, seu sistema saiu do ar e todos os investidores remanescentes perderam seu dinheiro. Estima-se que a pirâmide tenha movimentado U$4B durante seu funcionamento.
Presente na lista dos mais procurados do FBI, Ruja Ignatova agora enfrenterá um processo judicial nos EUA e poderá cumprir décadas de cadeia, acusada de lavar U$105M com a OneCoin.
😶 OptiFi perde U$661K “sem querer”. O protocolo de opções na Solana cometeu um erro ao atualizar o seu código, inserindo um comando para fechá-lo, mas sem entender realmente seu impacto. O seu uso, literalmente, “fechou” o programa, bloqueando os U$661K nos contratos para toda a eternidade. Os desenvolvedores assumiram o erro e prometeram devolver o fundo dos usuários depositados no protocolo.
💰 Rodadas de Investimento
🤑 Limit Break recebe aporte de U$200M de Paradigm, Coinbase Ventures, FTX, Josh Buckley e Positive. A criadora do DigiDaigaku atraiu a atenção de VCs, interessados na buzzword “free-to-own”, cunhada pelo CEO da empresa, Gabriel Leydon.
Sua promessa é criar um game web3 diferente dos modelos P2E conhecidos do mercado, graças ao F2O. Se a revolução é verdadeira, o tempo dirá, mas a empresa já faturou U$850 mil com royalties no secundário e o floor price da coleção reside em 12.7 ETH. Você pode saber mais sobre a narrativa free to own, clicando aqui.
🙌 “Discord web3” levanta U$5M, numa rodada de investimentos liderada pela CoinFund e Eletric Capital. A Comm promete entregar um mensageiro semelhante ao Discord, mas com um menor nível de centralização. DAOs e protocolos discutem a meses o risco da dependência da plataforma. A pressão de reguladores pode censurar certas comunidades e proibir atividades relacionadas ao cripto-mercado. Deste modo, o desenvolvimento de ferramentas mais descentralizadas e open-source, pode ser benéfico para o ecossistema.
💵 a16z investe U$50M na PROOF Colective, junto da Flamingo DAO, Seven Seven Six e outros. O projeto de Kevin Rose responsável pela criação da Moonbirds e Oddities já havia recebido um aporte de U$10M da Seven Seven Six, de Alex Ohanian, em abril. Com isso, acumula U$60M para continuar elaborando seu ecossistema.
Modelo dos Moonbirds Mythics exibido na Future PROOF, realizada na terça-feira.
Numa live realizada nesta semana a PROOF divulgou mais uma peça de seu universo: os Mythics. Será uma nova coleção com 20.000 PFPs, airdropados para holders Moonbirds em nesting ou enviados aos detentores de Oddities que queimarem seus NFTs. Somente 50 Mythics “nascerão” por dia, com este processo. A nova coleção está prevista para começo de 2023.
🔍 Boletim de Governança
Somente ~3.5% dos membros da ApeCoin DAO participam das votações na organização. via Vulkan
🤨 Participação na ApeCoin DAO está baixa e membros discutem soluções. Incentivar pessoas a participar da governança é um problema crônico de organizações descentralizadas. Com poucos votantes, há sérios riscos de centralização nas DAOs.
Visando tornar os membros mais ativos, DAOs recorrem a incentivos monetários, POAPs e até sorteios para participantes recorrentes, fomentando interesse na comunidade pela governança. A pergunta é: até que ponto votações incentivadas por recompensas são boas para DAOs?
🆕 Compound III vem ai. O protocolo de empréstimos revolucionou o setor ao permitir múltiplos ativos serem usados como colaterais. Anos passaram-se e a Compound hoje administra U$2.6B e tem centenas de competidoras no mercado. Ciente da necessidade em trazer um diferencial, o dapp lançou uma atualização para modificar seu funcionamento, aumentando a eficiência do capital e diminuindo os riscos de liquidação.
Com a nova atualização, os tokens depositados numa pool somente poderão ser sacados pelo usuário que o depositou e os empréstimos realizados serão colateralizados apenas pelos ativos dele. Deste modo, ameniza-se o risco de exploits no protocolo, permitindo-o aumentar a porcentagem “emprestável” a todos os usuários.
🌉 Thorswap lança solução para comprar tokens ERC-20 com BTC através de agregadores. A exchange descentralizada na Thorchain, especializada em soluções cross-chain, lançou uma atualização que permite a aquisição de tokens na Ethereum com BTC nativo através de agregadores, ou seja, você trocar seus satoshis por UNI ou AAVE sem renunciar as suas chaves privadas e com maior eficiência. A DEX está trabalhando para também incluir Solana, Avalanche, BNB Chain, Arbitrum e outras.