Paradigma

🐎 O Cavalo de Troia da Ledger

Uma atualização da maior fabricante de hardware wallets do mercado instaurou um questionamento sobre a segurança e o poder das empresas deste ramo.

🐎 O Cavalo de Troia da Ledger

Ledger em maus lençóis. Na terça-feira a maior fabricante de hardware wallets do mercado lançou uma atualização chamada Ledger Recover. O upgrade permite usuários não dependerem mais de anotarem suas chaves privadas. Ao invés disso, a divide em três partes, enviando para a Ledger, Coincover e uma fornecedora de serviços independente. Para recuperá-la, o usuário precisa passar por um KYC, informando dados pessoais para conseguir ter acesso novamente a sua chave privada.

A intenção da Ledger era melhorar a experiência do usuário, mas acabou desencadeando críticas da comunidade cripto.

Para ter acesso a esta nova funcionalidade, os donos das hardware wallets precisam aceitar a atualização. Uma vez aceita, a Ledger consegue ter acesso à chave privada para implementar o Ledger Recover.

Mas se com apenas uma atualização ela tem esse poder…o que a impede de fazer sem a autorização do usuário?.

Este foi principal ponto da discussão. Caso uma fabricante tenha este controle sobre as chaves privadas, pode estar suscetível a ataques maliciosos e a pressão regulatória para identificação dos donos das carteiras. Inclusive, a exigência de KYC para recuperar através do Ledger Recover é um dos pontos criticados, acusando a empresa de estar sujeitando-se aos reguladores.

De um lado, a Ledger afirma não ter controle sobre a chave privada. Somente vai interagir com ela, caso o dono da carteira aceite os termos e permite sua divisão, encriptação e distribuição as partes.

De outro, a comunidade acusa que há uma “brecha”, que permite a fabricante ter acesso às chaves privadas sem a aprovação dos donos das wallets.

Por ser um software de código fechado, é impossível ter certeza como a Ledger funciona precisamente, mas isso não significa que ela se tornou a vilã do criptomercado da noite pro dia.

Se você prefere não confiar na benevolência da Ledger, trouxemos algumas alternativas para você:

O produto da Ledger vem para atender novos usuário de cripto, que não se preocupam tanto com as chaves privadas. Resta saber se a empresa continuará fazendo o mesmo sucesso com o público criptonativo.

🐸 A próxima fase do Opepen

No começo de 2023, Jack Butcher lançou a Checks, uma coleção de NFTs mutáveis. A ideia do artista era fazer os holders questionarem-se o que realmente são NFTs. Ele ainda introduziu um sistema de queima de tokens, no qual os detentores dos Checks poderiam queimá-los para colocá-los on-chain e conseguir aumentar a raridade de seus NFTs.

Em paralelo a este projeto, Butcher também dropou a Opepen. Nasceu com uma referência ao Pepe, mas gradualmente a coleção passou por mutações visuais graças as atualizações constantes dos metadados feitas pelo seu criador. E esta coleção, esta agora entrando numa nova fase.

Artistas serão convidados para desenvolver NFTs exclusivos para a coleção. Com um supply de 16K tokens, a oferta será realizada em drops de 80 NFTs por vez. Dentro de cada drop existirão edições, com 40, 20, 10, 5 e 1 NFT. Quanto menos tokens tiver numa edição, mais raro será ele.

Cada Opepen tem definido nos seus metadados de qual edição faz parte e podem ser comprados no mercado secundário. Para transformar seu NFT comum num NFT exclusivo, é necessário dar um opt-in no site e verificar se o seu token está elegível para participar daquela rodada - serão realizadas 200. Em cada uma delas, um artista diferente criará algo novo sobre o Opepen.

Por que isso é importante?

Dois artistas já participaram da dinâmica da coleção: Jack Butcher e SD 2.1. Enquanto o floor price da coleção reside em 0.3 ETH, há NFTs criados pelos artistas vendidos por 10 ETH. A raridade impacta no preço, mas mesmo aqueles mais comuns, ainda conseguem ser vendidos por ~10x do floor price.

Ciente desta dinâmica, dá para especular na raridade das edições de cada Opepen para conseguir mintar um exclusivo, quando ocorrer o próximo drop. Não há previsão para o lançamento da próxima “temporada”, mas ficaremos de olho no Twitter de Jack Butcher e no site dos drops da Opepen.

🪂 Radiant decide como usar airdrop da Arbitrum

A proposta para distribuir milhões de ARB para usuários da Radiant foi aprovada hoje.

A Arbitrum realizou um airdrop de U$120M em ARB para as maiores DAOs que operam na rede. Treasure DAO, GMX, Dopex, Uniswap e Radiant foram algumas delas.

Enquanto algumas optaram por usar como poder na governança da Arbitrum DAO, outras vão usar parte do dinheiro para incentivar liquidez nos seus protocolos - este é o caso da Radiant.

A Radiant é um protocolo de empréstimo cross-chain implementando na Arbitrum. Usuários podem depositar colaterais nas pools e receber os juros pagos pelos tomadores de empréstimos.

Adicionalmente, podem ganhar emissões de RDNT (token da Radiant) travando parte de seu colateral por 6 meses ou 1 ano nos contratos do protocolo. Estes tokens travados são chamados de dLP - Dynamic Liquidity Provider.

Esta semana, a Radiant aprovou a distribuição de 2.3M de ARB para quem tiver dLPs de 6 meses a 1 ano, recebendo recompensas em ARB por usar o protocolo. Assim, os provedores de liquidez receberão 3 tipos de rentabilidades diferentes: juros de empréstimos, RDNT e ARB.

Como você pode se posicionar em relação a isso?

Fique de olho no início do programa de incentivos em ARB da Radiant e atente-se a movimentação de outras DAOs que receberam o airdrop. A escolha do protocolo de empréstimo pode fomentar projetos a também criar incentivos adicionais no token da Arbitrum para atrair liquidez para si.

🦄 Uniswap Discute Ligar Taxas (de novo)

No mês maio, houve dias que a Uniswap gerou ~U$5M em taxas num único dia - mas nada deste dinheiro vai para os cofres da DAO. Fonte: Token Terminal. 

A Uniswap é um dos protocolos mais rentáveis do criptomercado, gerando U$66.85M em taxas nos últimos 30 dias. O problema é que todo o dinheiro arrecadado é direcionado aos provedores de liquidez e a DAO não vê nem cheiro desta grana.

Várias propostas para “ligar” a cobrança de taxas nas pools da corretora descentralizada foram discutidas, visando trazer dinheiro para o protocolo, mas nenhuma delas foi pra frente. O receio dos holders e investidores é o impacto regulatório desta decisão e a migração dos LPs para outros protocolos mais rentáveis.

Ciente deste problema, a GFX Labs apresentou uma nova proposta para ligar as taxas na Uniswap v2 e v3. O valor cobrado pela DEX será decidido individualmente para cada pool e somente aquelas que geram ao menos U$10K em taxas serão consideradas. Todo o dinheiro arrecadado será convertido em stablecoins e mantido no tesouro da DAO.

Segundo a delegada na Uniswap, custear iniciativas usando token de governança deprecia seu preço, porque quem o recebe precisa vendê-lo para pagar as contas. Para se ter uma noção, a Uniswap Foundation receberá, no total, U$60M em UNI em 2023. Seu objetivo é, com uma receita constante, poder custear iniciativas em stablecoins.

Apesar de alguns membros da DAO posicionarem-se contra, a maioria é a favor da implementação das taxas. O principal argumento é que outros protocolos gigantes no mercado - Aave, Compound, Maker - também correm “risco regulatório”, mas ainda assim conseguem gerar receita para seus tesouros.

O debate está acontecendo no fórum da Uniswap, e você pode acompanhar clicando aqui.

Notícias para ficar de 👀

🤯 Maker discute criar um novo token de governança, stablecoin e até uma blockchain.

🤔 Ethereum trava e pesquisadores apontam problemas na falta de diversidade de clientes.

💧 Lido aprova atualização, libera saques de staking líquido de ETH e Celsius saca 428K ETH num único dia.

🧪 Asymmetry lança índice lastreado a tokens derivativos de ETH em stake.

🐶 DRC20 - memecoins na Dogecoins - sobrecarregam a rede e comunidade critica.

🐵 Protocolo baseado na Ampleforth e Yearn Finance, realiza airdrop.

🤝 Projeto na Arbitrum realizará airdrop social, destinado a quem interagir com sua comunidade.

Este artigo veio da assinatura Paradigma Pro

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