🔥 Livepeer [LPT] Sobe até 50% - Upgrade Streamflow Completo
Como a nova versão do protocolo pode explicar a demanda aquecida por LPT? E agora, mais adiante: as mudanças são positivas ou negativas para o token?
Livepeer (LPT), uma das criptomoedas monitoradas no nosso radar de Fundamentos, passou pelo upgrade que vínhamos alertado sobre. Streamflow, a nova versão do protocolo, foi ao ar no dia 13 de janeiro. Comporta um número maior de validadores e transcoders - que provém a "prova de trabalho" nativa da rede. Se você tem tokens LPT e os delega para alguém, cheque a interface nova para escolher e gerir seus delegados.
Em 2020, LPT já acumula alta de 39% (contra BTC). Em relação à mínima no ano, a alta é de quase 50%. A abertura de vagas para acomodam mais provedores (transcoders) do lado da oferta acabou, possivelmente, gerando demanda por LPT - que precisa ser "aplicado em segurança" (staked) para que se possa trabalhar (e ganhar) como um provedor desses. Essa expansão era uma das diferenças mais importantes entre a versão antiga e a nova do protocolo.
Retornos nos últimos 2 meses foram concentrados justo na véspera do upgrade, dia 12 de janeiro. A constatação é irônica, uma vez que publicamos, há muito pouco tempo, um relatório sugerindo que, na média, é raro eventos técnicos como este trazerem retornos anormais.
Nessa nova fase, a Livepeer foca esforços em produtizar sua rede-como-serviço na forma de uma API, idealmente capaz de complementar (ou até substituir) provedores como Wowza e BitMoving, que suportam aplicativos dependentes de vídeo ao vivo.
A empresa que liderou o desenvolvimento do projeto até agora (Livepeer, Inc.) é sediada em Nova Iorque, e investida da Pantera Capital, Digital Currency Group, Multicoin Capital, e outras entidades proeminentes na indústria. Em junho de 2019, levantou uma rodada série A de U$8 milhões.
Uma nota de alerta: 19% da oferta inicial de tokens (que hoje deve ter se "acumulado" pelos efeitos do staking e estabilizado na faixa entre 20-30%) foi distribuída a investidores sob termos que liberavam o montante para negociação ao longo de 18 meses, contando a partir do lançamento oficial da rede (o famoso "vesting"). Este lançamento oficial foi em maio de 2019 - 18 meses se completaram no último novembro. Além dos retornos polpudos por staking, a expectativa pelo upgrade pode ter contribuído para que esse co-horte de investidores não tenha mexido em suas posições, conforme ganharam liquidez.
Portanto, vale lembrar: não há mais vesting que os impeça de despejar reservas no mercado. Os retornos por staking, que já chegaram a insustentáveis 150% a.a., caíram para perto de 60%. O go-to-market da Livepeer será penoso - ainda que possam (e devam) haver surpresas boas pelo caminho.
Por enquanto, a migração técnica parece ter reaquecido a demanda por novos "stakers" na rede:
Você pode acompanhar esse painel, com dados auto-atualizados, aqui. Vale a pena ficar de olho na entrada de novos participantes de peso no ecossistema, assim como em movimentações de saída, por parte dos investidores ou stakeholders como os que citamos acima.
Por enquanto, a classificação de momentum da LPT foi reduzida para 1 estrela, no nosso radar.