📡 Introdução à Yearn.Finance (e o token $YFI)
Por dentro do fenômeno mais memético dentre os tokens financeiros na Ethereum.
⛽ YFI: Uma Aula de Pumpamentals
2017 foi o ano dos tokenomics. 2020 é o ano dos pumpamentals.
Andre é um desenvolvedor belga, que já gastou dezenas de milhares de dólares pra programar, sozinho, um agregador de yield grátis e open source. Que diacho é isso?
Pense num site onde você conecta sua Metamask, injeta uma criptomoeda, e deixa o serviço embaralhar o capital entre uma série de contratos pré-aprovados, sempre atrás dos maiores juros disponíveis. É isso que a yEarn faz.
Ela se pluga à Aave, Compound e dYdX, redirecionando dinheiro para o que estiver oferecendo as melhores taxas num dado momento.

A interface da yEarn. 🚨 Cuidado se for usar: os riscos são complexos e difíceis de medir.
Um subproduto curioso dessa atividade: a yEarn coleta tokens distribuídos como forma de incentivo por alguns desses protocolos, para quem lhes contribui liquidez. Da mesma forma, recebe parte das taxas transacionais incorridas nas pools das quais efemeramente participa.
Todos estes tokens são convertidos numa forma de DAI (aDAI, que por si só, rende juros, uma vez que representa capital emprestado na Aave), e guardados em um contrato “tesouro”.
Andre lançou um token (YFI) na semana passada, para que as pessoas possam "resgatar” uma fatia desse “tesouro” - de acordo com a % da oferta de YFI que detém.
O token também pode ser usado para votar e atualizar parâmetros do protocolo (limitar a oferta em 30k YFI? Queimar tokens ou fazer staking para resgatar recompensas?).
O único jeito de “ganhar” YFIs é colocando criptomoedas na yEarn.

Diagrama ilustrando o funcionamento das 3 pools que a distribuição de YFI vem incentivando. Fonte: Weeb McGee
Andre revogou controles de administrador e efetivamente descentralizou a governança sobre o conjunto de contratos que implementou. Diz ele que só conseguiu “minerar” 2 YFI (com mais de $100M no protocolo, o labor é de capital intensivo).
A YFI não teve investidores-anjo nem pre-mine, e está sendo 100% distribuída para provedores de liquidez (quem injeta a “matéria-prima” com que o serviço trabalha). O lançamento ocorreu de surpresa. Se Andre fosse anônimo, podia até “puxar um Satoshi” e sumir pra sempre.
É admirável que tenha feito tudo isso com esforço e capital próprio. A título de comparação, em 2017, teve muito projeto que levantou bilhões pra criar uma rede e descentralizar seu controle. Anos depois, a maioria segue no campo da promessa.
🎪 Como Saber Onde Termina a Farra?
#DeFi está em polvorosa. Faz meses que comentamos. Algumas das performances mais ostensivas do ano estão em tokens do setor.
LEND e LINK vêm rompendo uma máxima histórica atrás da outra. BAND - que analisamos por aqui na semana passada - dobrou de valor em 3 dias. MTA também - a mesma coisa. Como saber quando essa farra vai cessar?

O volume de menções sobre “DeFi” já equivale à conversa em torno do “flippening", em 2017. Fonte: Santiment
A essa altura, você já deve ter se acostumado com a efemeridade das narrativas na criptolândia. Vão e vem. Nenhuma é imune ao tempo.
Abaixo estão alguns catalistas que podem divergir a atenção do mercado, e contribuir para a dissipação da febre em voga: