Paradigma

🦡 Estimando o valor do BTC contra outros ativos

Performar melhor que moedas fiduciárias é fácil - como o BTC se sai quando comparado com outras classes de ativos?

Que o bitcoin é o ativo com a melhor performance da década nós já sabemos.

Porém, normalmente denominamos o valor do BTC em relação a moedas fiduciárias - que tendem a perder valor com o passar do tempo. Esse é um benchmark fácil de superar. 

Por essa razão, é interessante avaliar como o BTC se comporta em relação a outros investimentos populares.

BTC/Fiat

Acima, temos o gráfico do par BTC x USD (Dólar Americano) - que é o que estamos mais acostumados a ver.

Para nossa análise, é mais importante prestar atenção à forma do gráfico do que a valores absolutos.

Vemos que, no momento da escrita deste artigo, BTC está próximo do all time high do ciclo de 2017 quando denominado em dólares - guarde essa informação na memória, isso será um ponto útil para comparações. 

Quando denominado em reais, já vemos uma diferença - se você tivesse comprado no topo de 2017, ainda estaria consideravelmente no lucro. 

Bitcoin é um bote salva-vidas para países de 3º mundo.

Quando denominado na moeda de nossos hermanos, o Peso Argentino, a diferença é ainda mais gritante. 

BTC está quase 8x acima de seu all time high do ciclo passado. 

A história é parecida - se não pior - quando denominamos em Lira Turca, Bolívar Venezuelano ou qualquer outra moeda cujo país está em uma forte crise inflacionária. 

BTC/Ações

No gráfico acima temos, para quase toda a história do BTC, seu valor em relação ao dólar (laranja) e em relação ao principal índice de ações Americano, o S&P 500 (em preto).

Qualitativamente, os gráficos são praticamente iguais.

E lembre que nesse período (2012 - 2022) o S&P 500 estava em um bull market. 

Mesmo assim, a valorização do BTC foi tão superior que a forma do gráfico quase não se alterou ao se dividir pelo S&P 500.

Isso é o que acontece quando um ativo, em apenas uma década, tem um crescimento de múltiplas ordens de magnitude - ele ofusca qualquer outro investimento.  

Agora vamos dar um zoom no período mais recente do gráfico do BTC/S&P 500:

Vemos alguns pontos que merecem atenção:

1 - Comparado ao S&P 500, o all time high do BTC foi em março/21 e não em novembro/21. Isso é interessante, pois várias métricas apontam o pico de março como mais relevante que o de novembro.

2 - Bitcoin testou o all time high do ciclo anterior durante o crash no meio de 2021 - bem antes do que quando comparado ao dólar. E “quicou” desse nível, durante o rally no fim de 2021.

3 - Estamos nos aproximando de outro ponto com relevância histórica. Será que o preço vai chegar até lá, e se sim, seria esse um possível fundo?

Quando comparado à NASDAQ - índice das empresas de tecnologia dos EUA - vemos uma história parecida.

A diferença aqui é que o BTC “caiu mais” em relação a NASDAQ do que ao S&P 500. O motivo para isso é simplesmente porque nos últimos anos a NASDAQ teve uma performance melhor que o S&P 500.

Quando comparado a Ibovespa, bolsa Brasileira, o gráfico também praticamente não se altera.

Ao contrário dos índices Americanos, em comparação a Ibovespa BTC fez um all time high no final de 2021.

Agora, comparamos com a Tesla - uma das ações que mais cresceram nos últimos anos.

Pela primeira vez, a forma do gráfico mudou consideravelmente.

A Tesla é um outlier. O último all time high do BTC em relação a ela foi em 2017.

Esse é um dos raríssimos ativos que recentemente tiveram um ganhos melhores que o BTC. Do final de 2019 até seu topo, a Tesla teve uma apreciação de mais de 30x.

Ainda assim, quando comparamos desde seu início, BTC valorizou ordens de magnitude a mais.

Um exemplo tupiniquim parecido é a Magazine Luiza (MGLU3).

BTC/Ouro

Em relação ao ouro, o gráfico novamente fica quase indistinguível do BTC/USD. 

O motivo é o mesmo que já falamos acima: BTC se valorizou tanto que, a não ser que você o compare com um ativo como a Tesla, não há diferença qualitativa na forma do gráfico.

BTC/M2

M2 é uma das medidas de oferta monetária. É uma forma de medir o dinheiro circulante na economia.

No gráfico acima vemos os dólares circulantes (em bilhões). 

Percebe o aumento contínuo, e o efeito das políticas de estímulo durante a crise da covid, que aceleraram o crescimento da oferta monetária.

Faz sentido considerar o aumento do dinheiro em circulação ao analisar o preço do bitcoin - afinal, não se imprime 40% dos dólares em existência em apenas 1 ano sem consequências.

Acima, o gráfico do bitcoin em relação ao M2.

Considerando o novo dinheiro em circulação, bitcoin fez dois topos praticamente iguais (1). 

O all time high de 2017 também foi (quase) testado como suporte durante o crash no meio de 2021 (2), antes do rally no final do ano.

E vemos que também estamos nos aproximando de uma área com relevância histórica (3) - será interessante ver o comportamento do BTC quando/se chegarmos lá.

Este artigo veio da assinatura Paradigma Pro

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