🥲 CZ Fora Da Binance
Um baque na maior corretora de criptos do mundo.
🥲 CZ Fora Da Binance
A notícia que abalou o mercado esta semana: Changpeng Zhao, fundador e CEO da Binance, deixou seu cargo na maior corretora do mundo.
O motivo para uma ação drástica como esta é um acordo com o Departamento de Justiça americano e o CFTC.
Ambos estavam com um processo aberto contra CZ e Binance, por infringirem regulações nos EUA. As acusações vão de lavagem de dinheiro a operar como um “transmissor de dinheiro” sem respeitar as regras do Tio Sam.
Com este acordo, o fundador da Binance e a corretora assumem a culpa dos crimes, os permitindo acabar com esta história, mas com um preço.
A Binance pagará uma multa de U$4.3B e CZ deverá abandonar seu cargo de CEO na empresa. Além disso, Changpeng Zhao precisou pagar uma multa de U$50M e também U$175M de fiança.
Os promotores dos EUA ainda querem que CZ fique proibido de sair do país até 23 de fevereiro, dia em que ouvirá sua sentença no tribunal de Seattle.
A notícia foi tão importante, que gerou um meta de memecoins do CZ, como a $BENANCE, que valorizou 1.4K% em 2 dias.

Mais de U$1B foram retirados por usuários da Binance nos últimos 3 dias, mas ainda há uma alta entrada de capital na corretora - e já houve dias piores para exchange. via 21shares
Toda a pressão regulatória sobre a maior corretora do mundo preocupou investidores do mercado cripto, causando uma corrida para retirar dinheiro de lá. Apesar disso, as reservas da Binance ainda contabilizam U$65B e tudo indica que tem capital suficiente para pagar as multas e continuar suas operações.
Richard Teng já foi nomeado como novo CEO da Binance e Changpeng Zhao já informou que a corretora continuará operando normalmente.
A saída do CZ e o acordo com os EUA acaba com a última “falha sistêmica” pendente do ciclo passado. O temor da quebra da Binance e/ou da pressão de reguladores americanos para acabar com a corretora chega ao fim.
Isso não significa que ainda não existam novos ponzis e/ou riscos em cripto, mas apenas que novos atores deste bull market tomarão os lugares das figuras conhecidas do ciclo passado.
💸 Blast, Um Novo Ponzi

Em 3 dias, a Blast já acumula ~U$300M depositados no seu contrato. Ela já é maior que redes como Scroll, Polygon zKEVM, Manta e Starknet. Mas por quê? via vynl
Nada como um novo ponzi em cripto para atrair os degenerados.
Na segunda-feira, a Blur, o maior marketplace de NFTs do mercado, anunciou o final da sua segunda temporada. Junto da notícia, veio uma novidade: uma segunda camada da Ethereum criada pelos mesmos fundadores e investidores da Blur.
A Blast é uma “rollup otimista da Ethereum”, estrutura semelhante a da Optimism e Arbitrum, mas com algumas mudanças.
Ela implementou um sistema que monetiza o ETH e criptodólares de usuários da rede. Em outras palavras, o dinheiro na sua carteira será automaticamente investido em protocolos como Lido e Maker para gerar um yield “passivamente” a todos.
Para isso, enquanto seu ETH é convertido em stETH, as stablecoins são investidas na Maker DAO, que fornece yield captado de títulos americanos comprados pelo protocolo. Estes juros são pagos para os usuários da Blast por trás dos panos, através da sua própria stablecoin, a USDB.
Se ganhar “juros passivos” não é uma narrativa forte o suficiente pra você, saiba que esta não é a principal motivação da maioria. Todos só pensam numa coisa: airdrop.
E é aqui que a pirâmide começa 👇

Se o esquema acima lembra qualquer modelo de marketing multinível, não é coincidência.
Para enviar fundos para o Blast e usar a rede, você precisa de um código de indicação. Quem indica, ganha pontos pela quantia de dinheiro enviado para aqueles que indicou. Além disso, caso os seus indicados trouxerem mais pessoas para o Blast, você também ganha pontos.
Assim como no Friend Tech e Blur - ambos investidos pela Paradigm - a ideia é acumular o máximo de pontos com o menor capital possível, para conseguir farmar o airdrop do token do protocolo.
Mas existem red flags:
- A Blast afirma ser uma rollup otimista, mas não tem nenhum detalhe técnico e/ou documentação sobre.
- O dinheiro está num contrato administrado por uma multisig 3/5, ou seja, 3 assinaturas são suficientes pra tirar todo o dinheiro de lá.
- Você pode enviar dinheiro hoje, mas somente poderá sacar essa grana em fev/23. Até lá, o dinheiro vai ficar preso no contrato. Já tem gente fazendo soluções de staking líquido pra Blast.
- Os fundadores são anônimos.
- A economia é piramidal - não tão diferente de 90% dos projetos em cripto.
Com todos os disclaimers, a Blast captou U$20M de investidores e realizará um airdrop. Assim como o Friend Tech, pode ser uma forma de farmar pontos com a expectativa deles virarem tokens no futuro.
Outra forma alternativa de acumular pontos sem precisar enviar dinheiro pra Blast é com $BLUR, comprando-o e fazendo o stake no marketplace. O incentivo com pontos parece ter funcionado, porque desde segunda-feira o token valorizou ~74%.
💰 U$47M São Roubados Da Kyber Swap

Em abril, uma vulnerabilidade foi encontrada nos contratos da Kyber Swap, levando seu TVL de U$130M para U$25M. Após se recuperar do baque, outra vulnerabilidade foi encontrada, e dessa vez foi explorada. via Defi Llama
Devido a uma vulnerabilidade nos seus contratos, a Kyber Swap, um protocolo DeFi, perdeu U$47M de usuários - que agora estão nesta carteira do hacker.
Tudo aponta para um ataque focado nos provedores de liquidez do protocolo, que usavam o Kyber Swap Elastic.

O hacker roubou os U$47M depois avisou que ia descansar um pouco, para só depois negociar a devolução do dinheiro roubado da Kyber Swap. via Olimpio.
O incidente chamou atenção não somente pela quantia roubada, mais pela reincidência em vulnerabilidades da Kyber Swap e pela tranquilidade do hacker, como você pode ver na imagem acima.
Lembre-se de sempre revogar permissões de sua carteira no Revoke.Cash e alocar apenas uma parte do seu capital para prover liquidez, porque sempre haverá este tipo de risco.
🤖 Bots Fizeram a Festa

Acima, você pode perceber uma carteira mintando vários NFTs num único bloco, algo que teoricamente era limitado a 1 por wallet. via marka.eth
Esta semana o Jack Butcher, criador dos Checks e Opepens, lançou uma coleção junto do Velocity Pass. O mint para o público geral era 0.069 ETH, enquanto holders do Velocity Pass receberiam 1 NFT de graça por passe que holdavam.
Segundo informações do projeto, cada carteira podia pegar apenas 1 token por vez, mas, na prática, a história foi diferente.
Conforme esperado em projetos hypados, bots mintaram os NFTs na frente de todos, pagando taxas mais altas que a maioria. Contudo, alguns conseguiram pegar até 20 tokens numa única transação, graças a uma falha no contrato da coleção. Com isso, a coleção com 10K NFTs esgotou em 4 minutos.
Muitos reclamaram por gastar U$200 em taxas para conseguir comprar os NFTs e não terem conseguido.
Em função do erro no contrato, somado a falta de critérios para diminuir o número de bots no mint, Jack Butcher reembolsou quem perdeu grana tentando comprar seu NFT.
Notícias Pra Ficar De 👀
📈 Inscrições na Solana, Polygon e BNB Chain seguem acompanhando o boom dos Ordinals no Bitcoin.
🗳️ Governança da Pancake Swap aprova a implementação do veNomics, economia semelhante a da Curve e Velodrome.
🤔 Coindesk é comprada pela Bullish, empresa com ligações a EOS, projeto que levantou U$4B em 2017, num dos maiores ICO da história do mercado - e não entregou nada relevante até então.
🤣 Aragon Foundation é processada pela DAO criada por ela.
💰 Privy capta U$18M, em rodada série A liderada pela Paradigm.
🙄 Kraken é alvo de processo da SEC (de novo), acusando-a de oferecer plataforma para negociação de valores mobiliários não registrados.
🎁 Dopex lança campanha em parceria com Arbitrum, Galxe e OKX, para incentivar o uso de protocolos DeFi com recompensas em $ARB.