Paradigma

🪙 Criptomoedas fazem topos dispersos, ou é melhor vender todas as suas na mesma janela?

Uma análise dos dois últimos ciclos do mercado, para te ajudar no processo de decisão na hora de vender suas altcoins.

Num mercado de alta, tudo sobe. Qualquer criptomoeda alternativa que você comprar vai te fazer sentir um gênio. Mas o pulo do gato não tá na compra. Tá na venda.

Você já aprendeu que a maioria das altcoins tende a zero, contra o BTC, no longo prazo. Saber a hora certa de vender as suas pode significar a diferença entre sair do ciclo com a vida feita, ou voltar para a estaca zero. 

Neste estudo, nos propusemos uma questão: vale a pena monitorar cada moeda individualmente, ou existe uma janela ideal de venda que "funciona" para todas altcoins?

Metodologia

Separamos as 2 mil criptomoedas com maior capitalização de mercado em 2017 e 2021. Computamos o retorno acumulado delas, em U$ e em BTC, entre o começo do ciclo de alta e o dia da máxima histórica do BTC, em cada um dos anos.

Definimos como "começo do ciclo de alta", respectivamente, os dias 26/03/2017 e 18/10/2020.

Pegamos as 100 altcoins que melhor performaram em cada ciclo, e plotamos nos gráficos a seguir. O eixo horizontal denota a data em que a moeda fez máxima histórica. O eixo vertical mostra quantos porcento ela se valorizou no ciclo. A linha escura no fundo, ilustra o preço do BTC em U$, fora de escala.

Conclusão

Quando denominadas em USD, nos 2 ciclos, as altcoins tiveram o mesmo comportamento: suas máximas ocorreram próximas ao all-time-high do BTC. Sugerindo que, no geral, não faz sentido gastar tempo se preocupando sobre quando vender individualmente cada moeda: o “momento ideal de venda” é o mesmo pra toda altcoin.

Vale notar que, em 2021, o preço do BTC teve 2 picos - um em abril, outro em novembro. Algumas altcoins fizeram topo no primeiro pico, outras no segundo pico. No ciclo de 2017 observamos um comportamento parecido no repique do BTC, com a diferença que aconteceu em uma janela muito mais curta de tempo.

No entanto, quando denominamos os retornos em BTC, a figura muda. Veja, nos gráficos:

Quando as altcoins foram denominadas em BTC, seus topos ficaram muito mais “espalhados”. Em 2017, essa tendência fica nítida.

Houve duas regiões, em 2017, que tiveram uma concentração de altcoins fazendo topos. Essas regiões coincidem com momentos de queda brusca na dominância do BTC.

Isso sugere uma rotação de capital intra-ciclo. Na gestão de um portfólio ativo, pode fazer sentido trocar de altcoins durante o ciclo, buscando se posicionar para narrativas em voga.

Outra estratégia seria converter altcoins para o BTC, em momentos de queda brusca na dominância. E depois usar esse BTC para comprar outras altcoins, se houver expectativa de mais uma futura queda na dominância.

Em 2021, também percebemos um espalhamento maior no gráfico denominado em BTC, quando comparado com o em USD. Enquanto DOGE fez topo em abril, SHIB fez topo em novembro. Enquanto SOL fez topo em setembro, LUNA (e outras do ecossistema da Cosmos) o fizeram em março do ano seguinte.

Este artigo veio da assinatura Paradigma Pro

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