Paradigma

📌 Boletim: Aquele Presente de 400 UNI foi o Começo do Fim em #DeFi 🏁

1º Sorteio Entre Assinantes; EUA Limpando o Terreno Para um ETF?; DeFi vs. o “ICO Boom” de 2017.

Os 400 UNI presenteados a usuários da Uniswap em 16/9. Imagem que vai ficar na cabeça de alguns - como memória do “Verão #DeFi 2020” - por um bom tempo.

🌡️ Torrente de “Novidades” Regulatórias

Linha cronológica das cópias e remixes no “Verão da #DeFi”, 2020. Por Camila Russo, na conferência ETH Online.

🧦 Sorteio de Lembrança da Yearn

Muitos assinantes nos mandaram mensagens agradecendo pela “ajuda em lhes formar convicção” para surfar a alta da Yearn. Nosso papel é prover informação, pra você tomar as melhores decisões que puder. Lembre-se: o mérito de qualquer sucesso é seu. A responsabilidade sobre qualquer insucesso também.

Como forma de celebração a esse engajamento com o tema, vamos sortear um par de meias da Yearn entre assinantes. Não precisa fazer nada pra participar. Você já está na lista. O resultado será comunicado no boletim de quarta que vem.

Se não quiser a meia, pode escolher trocar por um deck de cartas educativo com temas do universo da Ethereum ⚠️ Resultado sai na quarta que vem 🤞

☃️ Chegou o Inverno em #DeFi?

Comentamos algumas vezes sobre a ideia de que o lançamento do UNI poderia marcar um esgotamento do fôlego especulativo em #DeFi. Pelo simples motivo de que se trata do maior projeto, indiscutivelmente, da categoria.

Quando a distribuição do token foi anunciada, em 16 de setembro, a indústria entrou em êxtase. Todo mundo que já tinha usado Uniswap, mesmo que somente uma vez, recebeu 400 UNI (~$1200) no seu endereço na Ethereum.

Todo assinante que assistiu ao nosso tutorial sobre o protocolo, e seguiu os passos do vídeo… resgatou seus UNI neste link, e adiantou as compras de Natal.

Mas e depois do UNI? Não havia mais nenhum “lançamento maior que o anterior” no horizonte.

O CRV já tinha sido lançado (token da Curve, provavelmente o 2º produto com melhor product market-fit na categoria). “Farms” já haviam sido empreitadas em tudo quanto é blockchain. As cópias (tanto as inescrupulosas quanto as que adicionavam algum valor ao ecossistema) já eram impossíveis de se contar. 

Estagnação… ou só uma pausa para tomar fôlego? Leia nossa nota comparando DeFi Summer VS. ICO Boom aqui. Via DeFiPulse.

A desalavancagem foi violenta. A maioria dos principais tokens do setor caiu >50% do topo. O TVL (valor total capturado) da categoria estagnou momentaneamente.

Pensamos que ainda há alguma munição especulativa para ser gasta nessa narrativa. 1Inch é um exemplo de produto grande que está para lançar seu token. A infraestrutura para derivativos ainda tem muito a crescer (ainda mais agora, com o vácuo da BitMex).

Mas, interrompida a parábola dos últimos meses, o perfil de risco de qualquer token dependente da hype #DeFi piorou drasticamente. Não nos parece um bom momento para colocar (ou redobrar) fichas no setor.

Escrevemos uma nota comparando este período altista puxado por #DeFi ao boom dos ICOs em 2017. Especialmente do ponto de vista da reflexividade 👉 Leia aqui.

🚇 MEV - Você Ainda Vai Ouvir Falar Sobre

MEV significa Miner Extractable Value. Ou seja: todo o valor que um minerador pode extrair do seu trabalho (criando e submetendo os blocos de uma blockchain).

O termo está em voga devido à hiper-complexificação das transações que navegam pela Ethereum. O MEV não é uma questão tão interessante em blockchains simples (como o Bitcoin), onde um mineiro não tem muitos tipos de transações entre as quais distinguir; ou vias de maximizar a recompensa que já recebe da rede.

A coisa muda de cenário na Ethereum. Um mineiro, aqui, pode bisbilhotar as transações que escuta, e fazer front-running em qualquer uma que julgue lucrativa. A pulverização dos mercados on-chain (inexistentes em qualquer escala parecida, no Bitcoin) fez explodir a ocorrência de oportunidades desse tipo.

Tem mais mineiros do que nunca ouvindo a mempool (transações pendentes) na Ethereum e vasculhando chamadas internas entre contratos para encontrar arbitragens ou exploits que o próprio mineiro pode fazer antes do autor original!

Exploraremos este tema mais a fundo nas próximas semanas. Sabemos que é complicado. Um bom ponto de partida são os artigos que deixamos aqui embaixo, nas Dicas de Leitura da semana.

📚 Dicas de Leitura

➡ 🌲 Escaping the Dark Forest (Samczun)

No dia 15 de setembro, um grupo pequeno de experts em Ethereum virou a noite para resgatar 9.6 milhões de dólares de um contrato vulnerável… sem entregar o tesouro para “espiões da mempool”. Esta é a história, do ponto de vista deles.

➡ 😈 Fork Defense Strategies in #DeFi (Ian Lee)

Mapeamento dos arquétipos de forks mais comuns, assim como as estratégias mais eficazes para se proteger do efeito adverso que podem impôr.

➡ 🔋 Citadel's Sharpe is Uniswap's Opportunity (Parsec)

Ensaio sobre os tradeoffs entre agir como market maker em mercados tradicionais (do tipo CLOB - central limit order book) e operar como provedor de liquidez em AMMs (automated market makers - como a Uniswap).

Um zoom-in na distribuição geográfica da capacidade operacional share conhecido, de um estudo recente da BitOoda.

➡ 🧛 The Alchemy of Hashpower, pt. II (Anicca Research)

Segunda parte de um estudo minucioso sobre as dinâmicas que regem a indústria da mineração. O foco é na influência da expectativa dos mineiros sobre os ciclos especulativos.

➡ 🧮 Unbundling Uniswap: The Future Of On-Chain market Making (Haseeb Qureshi)

Especulação bem informada sobre os próximos tradeoffs de design a serem explorados por novos entrantes no campo dos mercados on-chain.

Este artigo veio da assinatura Paradigma Pro

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