🎇 A Nova Geração de Blockchains
Aptos e Sui reciclam talentos exilados do Facebook pra tentar retomar o entusiasmo com novas L1s.
No bull market de 2021, alguns dos maiores ganhos foram em moedas de blockchains de primeira camada (L1).
Binance Coin, Solana, Luna (que descanse em paz) e Avalanche começaram com a rotação de capital entre L1s. Depois Fantom, Harmony, Cosmos e Near também tiveram seu lugar ao sol.
Algumas trouxeram ganhos de mais de 100x durante o ciclo de alta.
Agora, novas blockchains de primeira camada estão sendo desenvolvidas, e duas delas chamaram nossa atenção.
Seria possível reproduzir os ganhos obtidos por outras similares no passado?
Aptos
Os fundadores dizem que Aptos foi projetada com ênfase na segurança absoluta, escalabilidade extensiva e neutralidade - embora isso também seja dito por praticamente todas as L1.
O time foi responsável peloprojeto Diem (antigo Libra), que nunca chegou a se concretizar.
Diem era a empreitada oficial da Meta (antiga Facebook) em cripto.
Ao contrário de redes como Bitcoin e Ethereum, que são públicas e não permissionadas - ou seja, qualquer um pode interagir sem necessitar permissão de ninguém - a Diem seria uma blockchain privada, com validadores pertencentes à associação Diem.
O projeto encontrou pressões regulatórias, que impediram sua realização por completo.
Como uma maneira de aproveitar qualquer valor residual, as patentes e propriedades intelectuais foram vendidas a Silvergate Capital Corporation por 182 milhões de dólares.
Parte do time de ex-funcionários da Meta que estavam envolvidos no projeto migraram para a construção da blockchain Aptos. Os fundadores são Mo Shaikh e Avery Ching.
Aptos recebeu uma rodada inicial de investimentos no valor de 200 milhões de dólares, de nomes conhecidos na indústria como a16z, Multicoin Capital, FTX Ventures, Paxos, Coinbase Ventures e outros.
Depois, ainda recebeu mais 150 milhões de dólares da FTX Ventures, Jump Crypto e mais alguns nomes - chegando então a arrecadar um total de 350 milhões.
A título de comparação, Solana arrecadou 20 milhões de dólares em sua primeira rodada de investimentos - embora o total hoje, após atrair mais capital, esteja em 335.8 milhões.
A linguagem de programação usada pela Aptos é a Move - originalmente desenvolvida para Diem. Segundo os fundadores, é uma linguagem rápida e confiável.
Aptos já passou por duas testnets incentivadas, e está atualmente na terceira. Aqueles que participaram desse programa tiveram que rodar um node e se tornar validadores (além de outros requisitos), e receberam tokens como recompensa.
A previsão de lançamento da mainnet é no terceiro quadrimestre de 2022.
Já possui um ecossistema sendo desenvolvido, incluindo carteiras, explorador de blocos, corretoras descentralizadas, launchpads, staking líquido, e até um sistema de domínios similar ao ENS.
Sui
Sui também é uma blockchain de primeira camada, que está sendo desenvolvida pela MystenLabs.
MystenLabs é apoiada por uma série de investidores de renome, entre eles a a16z e também a Coinbase Ventures.
Em sua primeira rodada de investimentos, levantou 36 milhões de dólares.
E recentemente em uma segunda rodada de investimentos - liderada pela FTX Ventures - adquiriu mais 300 milhões de dólares.
Seus 4 fundadores também são ex-funcionários da Meta, e decidiram construir seu próprio projeto, para ter mais liberdade de criação.
Assim como a Aptos, Sui é uma blokchain proof-of-stake, e também utiliza a linguagem de programação Move.
Já possui um protótipo de jogo envolvendo NFTs, chamado de Sui Monstars, que pode ser testado aqui. Uma tecnologia interessante usada é a de NFTs mutáveis.
Em agosto, lançou sua testnet incentivada. Já a mainnet está programada para ir ao ar durante os próximos meses.
Já tem um explorador de blocos funcional e uma carteira.
Críticas
Ambos projetos têm sido vistos com certo ceticismo por parte da comunidade cripto.
Primeiramente, será que realmente precisamos de mais L1s?
Toda nova blockchain promete ser mais segura, eficiente e rápida.
Para conseguir isso, muitas sacrificam a descentralização.
Por um lado, a competição aberta entre L1s leva a melhorias tecnológicas, e avanços na experiência do usuário e desenvolvedores. É um livre mercado, e que vença a melhor.
Por outro, uma quantia cada vez maior de blockchains relativamente centralizadas vai contra o princípio cripto de conseguir criar um sistema financeiro incensurável.
Críticos apontam que esses projetos serão mais uma oportunidade para VCs fazerem dinheiro fácil, vendendo moedas supervalorizadas para investidores varejo.
É claro que não precisa ser assim.
Solana foi um projeto com forte presença de VCs, e isso não impediu investidores varejo de surfar uma valorização de mais de 100x - embora o investimento inicial de VCs na Solana tenha sido muito menor que na Aptos e Sui.