🏛️ A Maior Gestora De Investimentos Do Planeta Quer Ser Bitcoiner
Quando uma empresa que administra U$10T quer entrar no criptomercado, é bom você ficar de olho.
🏛️ A Maior Gestora De Investimentos Do Planeta Quer Ser Bitcoiner
Black Rock é a maior gestora de investimentos do mundo desde 2009 e, na semana passada, pediu a benção da CVM americana para “molhar o pé” no criptomercado.
Seu objetivo é lançar um “ETF”, chamado iShares Bitcoin. Na verdade, não é um bem ETF, mas uma Trust.
A Grayscale usou uma modelo semelhante para estruturar seus produtos, porque utilizando esse framework, é mais fácil conseguir a aprovação da SEC.
Contudo, há uma diferença fundamental o produto das empresas: a Trust da Black Rock permitirá o resgate dos BTCs depositados, enquanto a Grayscale não oferece essa funcionalidade.
Há anos a Grayscale tenta em emplacar um ETF de bitcoins, mas a CVM americana negou várias vezes sua requisição para iniciar um nos EUA. Inclusive, há um processo da Grayscale contra SEC sobre esta negativa recorrente.
Seu principal produto, o GBTC, serve como instrumento de exposição ao Bitcoin a instituições financeiras, mas o surgimento de uma concorrente com a capacidade de oferecer investidores sacarem seus BTCs pode impactar seu domínio neste segmento.
O desconto do GBTC saiu de -43% para -33% em 1 semana, graças a crença de que o ETF da Black Rock será aprovado - dando brecha para a Grayscale também aprovar o seu.
Curiosamente, a perspectiva de um ETF da Black Rock foi bom para a Grayscale - no curto prazo. O desconto do GBTC em relação ao BTC diminuiu 10% após a notícia e seu volume diário de negociações passou de U$16.9M pra U$80M
A alta demanda pelo GBTC é justificada pelo otimismo dos investidores, que acreditam ser mais fácil a Grayscale aprovar um ETF após a Black Rock conseguir o seu.
Caso o GBTC seja convertido num ETF, aqueles que investiram nele embolsarão a diferença, uma vez que seu valor acompanhará o preço spot do BTC. No entanto, até lá, teremos uma longa jornada.
📈 Desenvolvedor da Ethereum Propõe Aumentar Limite de ETH em Stake Nos Validadores
O número atual de validadores na Ethereum é 788.086. Muitos deles são mantidas por uma única entidade, porque aqueles com milhões de dólares em ETH precisam montar dezenas de nós com 32 ETH - como protocolos de LSD e corretoras.
Uma proposta apresentada no Fórum da Ethereum fomentou discussões na comunidade etherina.
Mike Neuder submeteu a ideia de aumentar o limite que validadores da blockchain podem ter stake - de 32 ETH para 2048 ETH. O mínimo continua sendo 32 ETH.
Atualmente, caso alguém queira contribuir para a segurança da rede com mais que 32 ETH, precisa rodar vários nós.
Com a modificação proposta por Neuder, validadores com bags de ETH conseguiriam ter menos nós e a mesma quantidade de capital em stake na Ethereum, diminuindo o custo/manutenção para atuar como validador na rede.
Além disso, traria mais eficiência para a rede, permitindo que alguns blocos sejam finalizados em apenas 12 segundos, em detrimentos dos ~15 minutos que atualmente os validadores demoram realizar esta função.
Apesar dos benefícios apresentados por Neuder, nem todos concordam com a atualização.
Há alguns que afirmam ser desnecessário implementar esta modificação, devido à relação risco/benefício proporcionada por ela. Segundos aqueles que discordam, centralizar mais capital num único validador pode aumentar as chances de stakers de ETH serem punidos, caso o validador cometa erros ou atue de má-fé (o chamado slashing.)
A discussão continua em aberto, e você conferir todo o debate clicando aqui.
⛓️ A Solução de Escalabilidade da BNB Chain
Ainda que a BNB Chain esteja lançando sua solução de escalabilidade, suas taxas não são caras assim: o custo de uma transação na rede é, em média, 5 gwei.
Este ano está provando-se “o ano das soluções de escalabilidade de Ethereum”.
Entre rollups otimistas e aquelas baseadas provas de conhecimento zero, empresas estão explorando o mercado bilionário de L2s, tentando transformar suas soluções na mais usada pelo mercado. Arbitrum, zkSync, Linea, Starknet, Polygon zkEVM e Optimism são algumas delas.
Mesmo que a alma das soluções de segunda camada esteja na Ethereum, a BNB Chain não quer ficar de fora: e criou sua própria L2. Intitulada opBNB, a solução de escalabilidade permite desafogar o fluxo de transações da rede, aumentando sua escalabilidade.
Adaptando a antiga piada da BNB Chain para o contexto atual 🙏
Utilizando o OP Stack, framework para criação de L2s desenvolvido pela Optimism, a BNB Chain quer usufruir da capacidade de rollups otimistas de armazenar transações offchain e postá-las de uma só vez na mainnet. Segundo a BNB Chain, seu principal objetivo é criar uma rede ainda mais escalável.
Mas ela realmente precisa disso?
Atualmente, o custo médio de uma transação na rede é de 5 gwei, o que não custa sequer U$1. No entanto, olhando para o futuro, caso a rede volte a ter a mesma demanda do bull market de 2021 - com uma alta demanda por criptogames e DeFi - ela precisará de uma blockchain mais robusta - e a opBNB pode ser esta solução.
É claro que a BNB Chain também pode estar querendo apenas surfar na onda das L2, com potencial de lançar um novo token para rede e atraindo capital de especuladores de potenciais airdrops. Sim, estou falando de você. 🤣
💡 Christies Promove Leilão de NFTs Para Financiar Pesquisa com Psicodélicos
O leilão das obras acontecerá durante a semana de uma conferência sobre ciência psicodélica, realizada entre 21 e 27 de junho, em Denver/Colorado.
Realizar leilões para arrecadação de recursos para pesquisas é uma prática comum na indústria tradicional: mas e se fossem leilões de obras on-chain e o objetivo fosse financiar estudos com psicodélicos?
Esta foi a ideia da Christie’s. Convidou Sam Spratt, IX Shells, DeeKay, Killer Acid, Klara Vollstaedt, Summer Wagner, Justin Aversano, Mad Dog Jones e Pussy Riot para doarem NFTs seus e leiloá-los na nova plataforma da empresa, a Christie’s 3.0. A coleção foi selecionada pela 1OF1, coletivo de curadores de arte on-chain.
Todo o dinheiro arrecadado com as vendas será revertido para a MAPS, a Associação Multidisciplinar de Estudos com Psicodélicos. Seus membros fazem pesquisas desde 1986 sobre o uso medicinal de psicodélicos, além de promoverem workshops educacionais e darem assistência legal a pessoas que os utilizam.
Até o dia 27 de junho, será realizada uma conferência de ciência psicodélica em Denver/Colorado, local onde muitos protocolos DeFi e criptoempresas surgiram. Não por acaso, uma das maiores conferência da web3 ocorre nesta cidade, o Eth Denver.
O leilão aceitará lances até o dia 27 de junho e a expectativa conseguir arrecadar R$2.7M com a venda dos NFTs.
👓 Mundos Virtuais no Bitcoin
Se cada bloco no Bitcoin fosse um terreno e você pudesse comprar um espaço para construir sua casa no mundo virtual de Satoshi, qual você escolheria? A imagem acima mostra quais blocos já foram “resgatados”.
O “metaverso” pode ter sido um hype em 2021, mas há tempos esta narrativa não atrai investidores e os maiores mundos virtuais construídos na web3 andam as moscas.
Apesar disso, Bitoshi Blockamoto resolveu testar algo diferente: e se criássemos a infraestrutura para pessoas construirem um mundo virtual no Bitcoin?
Com isso mente, o desenvolvedor materializou a Teoria Bitmap, possibilitando qualquer pessoa inscrever um satoshi num bloco do Bitcoin e ter a posse dele num mundo virtual.
O bloco “resgatado” representará um terreno no Bitcoin e este poderá ser renderizado por plataformas em 3D, dará direitos ao dono de construir o que quiser ali e as transações contidas pelo bloco serão “lotes” dentro do terreno, que poderão ser comercializadas pelo seu detentor. Se isso lhe se familiar, não é atoa: Sandbox e Decentralnd usam conceitos semelhantes.
Mas existe demanda por isso?
Com 2 dias de existência, já existem + de 70 mil inscrições relacionadas a Teoria Bitmap e há algumas já vendidas por 0.1 BTC no mercado secundário. O interesse de especuladores sobre este novo tipo de inscrições, fomentou também uma demanda por domínios (no Bitcoin) .bitmap: mais de 190K foram inscritos desde o nascimento da teoria.
Como capitalizar sobre esta narrativa?
Seguindo a ideia de inscrever JPEGs em sats raros, blocos com relevância histórica no criptomercado podem valer uma grana no futuro, se a tecnologia prosperar e plataformas construírem soluções sobre ela. Exemplos são os primeiros blocos minerados por Satoshi, o 1º bloco criado por Hal Finney e assim por diante. Seja criativo/a.
Para você aprender a resgatar blocos, leia a documentação do projeto, clicando aqui.
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