⚔️ A Batalha De U$16B
Duas gigantes brigam pela liderança do mercado de NFTs. Quem vencerá esta disputa?
⚔️ A Batalha De U$16B
Atualmente, a Blur detém 84% do volume de NFTs no mercado, movimentando U$593M nos últimos 7 dias. Em contrapartida, o Opensea teve “apenas” U$98M.
A disputa pela liderança do mercado de marketplaces de NFTs continua, uma briga que vale U$16B. Enquanto o Blur capta mais volume para si e torna-se a plataforma mais utilizada, o Opensea corre atrás do prejuízo para trazer de volta seus usuários.
Desde outubro do ano passado, o Blur vem ganhando espaço. Analisando a data próxima de seu airdrop, o volume no marketplace chega a ser 18x maior do que no Opensea, antigo líder deste mercado. Além do “dinheiro de graça” dado para comunidade, o Blur também trouxe royalties opcionais, lances simultâneos, ferramentas de analytics, entre outras novidades.
Gradualmente, o Opensea viu sua liderança definhar e precisou reagir. Tentou bater de frente com os royalties opcionais da Blur, sem sucesso e adaptou-se. Anunciou que cobrará 0% de taxas sobre negociações na plataforma - antes eram 2.5% - e possibilitará traders pagarem apenas 0.5% de royalties sobre suas vendas. Além de tudo isso, ainda levantou a hipótese de um airdrop para seus usuários “mais leais”.
De olho na estratégia, a Blur não ficou para trás. A 2ª temporada do seu airdrop ocorrerá num futuro próximo e para maximizar seus ganhos os usuários terão sua lealdade mensurada. Na prática, isto significa listar NFTs somente na Blur e não em seus concorrentes. Recomendam ainda a coleções de NFTs bloquearem a listagem no Opensea e, em troca, obriga traders a pagarem os royalties.
No fim do dia, os maiores ganhadores são os usuários: ganham mais concorrência entre marketplaces, um mercado antes dominado pelo Opensea.
Será que o rei perderá o trono? 👑
⚖️ SEC processa Do Kwon
O fundador da Terra Form Labs e criador das falecidas LUNA e UST entrou na mira da SEC, a CVM americana. O processo aberto pelo órgão regulador investiga irregularidades no projeto co-fundado e liderado por Do Kwon. Os principais pontos do processo são:
- 📉 Criptodólares instáveis: o fiasco da dupla UST/LUNA sumiu com U$40B do criptomercado. A dependência de fundos de investimento como a Jump Capital, para segurar sua estabilidade, foi uma das red flags levantadas pela SEC. Segundo ela, a Jump faturou U$1.3B em sua relação com a Terra.
- 🤥 Parcerias falsas: Do Kwon esbravejava a adoção da blockchain Terra pela Chai, uma empresa coreana de pagamentos que processa milhões de transações no país. No final das contas, descobriu-se que Do Kwon falsificava transações on-chain, copiando transações reais da Chai na Terra para enganar investidores.
- ❌ Valores mobiliários não registrados: Para a SEC, LUNA, wLUNA e tokens da Mirror Finance - um protocolo que emitia ações tokenizadas - deveriam ter sido registrados no órgão regulador, por terem todas as características do chamado Teste Howey, usado por ela para identificar o que é um valor mobiliário.
- 🤫 10.000 BTCs escondidos: Do Kwon tinha uma carteira secreta com 10K BTCs e, desde maio de 2022, sacou U$100M em dinheiro para continuar fugindo da polícia.
O paradeiro de Do Kwon permanece desconhecido. Você pode ler o processo completo, clicando aqui.
🤝 Democratizando Ganhos sobre MEV
U$690M foram ganhos por pesquisadores de MEV desde 2020 reordenando blocos.
MEV, Valor Máximo Extraível, consiste na reordenação de transações num bloco da blockchain para maximizar lucros. A Flashbots domina este mercado a anos e o mev-boost, sua solução para validadores da Ethereum, apenas estabeleceu sua dominância neste segmento.
Pesquisadores de MEV já arrecadaram ~U$690M com a atividade. Enquanto isso, usuários “comuns”, sem conhecimento técnico para fazer o mesmo, ficam suscetíveis a ataques sanduíche e front running de transações.
Para amenizar isso, Bert Miller, membro da Flashbots, propôs uma solução: o MEV-Share. Sua proposta é democratizar os ganhos entre usuários e pesquisadores. A abordagem é semelhante à usada no mev-boost, onde há uma divisão entre validadores e construtores de blocos, distribuindo a receita entre ambos de forma mais eficiente.
O MEV-Share possibilita usuários escolherem quais dados de suas transações serão privados. A Flashbots atuará como intermediadora, oferecendo aos construtores de blocos a oportunidade de darem lances para acessar fragmentos da transação, para maximizar seus lucros. O dinheiro arrecadado com a comercialização da privacidade do usuário, será paga a ele.
Segundo Hasu, o objetivo é descentralizar também a intermediação entre usuários e pesquisadores, tirando a Flashbots da jogada.
Para construir esta solução, será usado a SUAVE, uma infraestrutura anunciada pela Flashbots no ano passado. Consiste num construtor de blocos, junto de uma mempool, compatível com qualquer blockchain.
Seu lançamento foi fomentado pela preocupação com a dependência do mev-boost, mas a tecnologia mostrou-se útil para solucionar outros problemas.
❌ Galois Capital fecha as portas
Em 2022, o hedge fund era um dos maiores fundos quantitativos focados em cripto, com ~U$200M sob sua gestão. Co-fundada por Kevin Zhou, ex-Kraken, era conhecido por suas predições no Twitter, principalmente relacionadas ao Merge.
Após o crash da FTX, metade de seus ativos ficaram presos na corretora e o fundo decidiu fechar as portas. Segundo Zhou, o processo para recuperar o dinheiro pode demorar décadas, fazendo seus administradores venderem seu direito de resgatar os ativos sob custódia da FTX por U$0,16.
Quanto ao dinheiro remanescente sob gestão do fundo, 90% será devolvido a investidores e 10% será retido enquanto a discussão entre administradores e auditores ocorre.
Mesmo com o fim de seu hedge fund, Kevin Zhou se diz otimista com o criptomercado.
💰 Subornos na Uniswap
Em 14 dias, só na Aura - meta-protocolo da Balancer -, U$667K foram pagos em subornos para membros da DAO. Tudo através da Hidden Hand, plataforma da Redacted Cartel para criar o mercado de propinas na Uniswap.
Redacted Cartel é um fork da Olympus DAO focada em explorar a meta governança de organizações descentralizadas. O protocolo criou um marketplace para projetos pagarem subornos a membros de DAOs, visando aumentar a liquidez de suas pools, chamado Hidden Hand.
A estratégia é comum em protocolos que adotam o veNomics, mas uma proposta aprovada na governança da Redacted pode levar estes conceitos a Uniswap, graças a Timeless.
O objetivo é acabar com a fragmentação de liquidez entre Uniswap v2 e v3, comum em tokens fungíveis de projetos. Para isso, usuários proverão liquidez através da Bunni - protocolo desenvolvido pela Timeless - e o depositarão num contrato com recompensas adicionais em tokens LIT.
Unindo a liquidez das pools, aumenta o incentivo para usuários utilizarem a liquidez concentrada, uma vez que o volume estará concentrado num único lugar.
Não dá para saber se a solução pegará tração, mas é interessante observarmos o nível de adoção desta plataforma. Caso tenha demanda, pode aumentar os juros pagos em pools e criar uma disputa por protocolos na Uniswap, mesmo aqueles que não utilizam o veNomics.
Notícias para ficar de 👀
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